a Baía de São Marcos e Alcântara

Vende-se Dramin

Entre os dias 29 e 31 de março de 2019 aconteceu o primeiro Encontro Nacional de Educadores e Pesquisadores de Fotografia e Cinema em Alcântara, no Maranhão. O roteiro principal, para chegar e sair de Alcântara, é fazendo a travessia da Baía de São Marcos pelos Iates que deixam o cais da Praia Grande em São Luís. As saídas e chegadas obedecem o tempo da maré.

O Maranhão é conhecido por ter uma das maiores variações de maré do mundo, em 6 horas pode chegar à uma diferença de 8 mts, secando o cais da Praia Grande algumas horas depois que embarcamos para o continente (São Luís é uma ilha).

Essa variação e o tempo chuvoso podem fazer da travessia uma experiência desconfortável. Com a baía turbulenta barcos menores e mais leves chegam a perder o contato com a água, mas os Iates que usei foram bem, apesar da chuva. Tive sorte.

Por conta disso, em São Luís e em Alcântara, as cabines de venda de bilhetes também vendem dramin. Os atendentes cuidam de alertar turistas com visual desavisados. Assim que apanho meu bilhete a moça, sem rodeios, me pergunta: “Já foi até Alcântara filho? Não né! Primeira vez. Não quer levar um dramin?”

Eu fui de Iate Barraqueiro, voltei de Biramar. Além dos passageiros, os iates também atravessam bastante carga. Em Alcântara desembarca-se em um trapiche. Tive pouquíssimo tempo em São Luis, mal conheci a capital nacional dos azulejos e do Reggea, mas Alcântara foi uma viagem completa e merecia mais tempo. As belezas naturais, os contrates, a hospitalidade e a história de Alcântara merecem ser revisitados um dia.

Essas fotos são da travessia. Foram tiradas entre os dias 28 e 01 de abril de 2019 durante minha ida ao Encontro Nacional.