Sobre
Felipe Garofalo (1983, São Paulo, SP) é pesquisador, curador, crítico de fotografia e mediador cultural, com atuação voltada às relações entre imagem, memória, afetividade e política cultural. É mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), na área de História, Crítica e Teoria da Arte, sob orientação do Prof. Dr. Tadeu Chiarelli. Sua dissertação, intitulada Ação e afeto: o programa de exposições “Fotógrafos da Cidade” na política cultural do Governo Erundina, analisou o programa realizado entre 1991 e 1992 pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, com foco na mostra inaugural dedicada a Nair Benedicto, articulando fotografia, memória urbana e políticas públicas de cultura no contexto da redemocratização.
Desde 2026, é doutorando em Artes Visuais pela ECA/USP, na linha de pesquisa em História Crítica e Teoria da Arte, desenvolvendo a pesquisa Fotografia político-afetiva e os limites da fotografia humanista na América Latina, também sob orientação do Prof. Dr. Tadeu Chiarelli. Sua investigação problematiza os vínculos entre engajamento político, regimes de sensibilidade, erotismo e narrativas humanistas na fotografia latino-americana, a partir de uma perspectiva crítica da história da arte e da cultura visual.
É especialista em Gestão Pública (FESPSP), Gestão e Políticas Culturais (Universitat de Girona, Espanha) e Gestão de Cidades (UNINOVE). Foi idealizador do LAB FOTO, laboratório público de fotografia inaugurado em 2017 no Centro Cultural São Paulo, voltado à formação, experimentação e democratização do acesso à prática fotográfica. Entre 2020 e 2022, integrou o Núcleo de Curadoria do Museu da Cidade de São Paulo, com atuação destacada na Casa da Imagem e na organização do Prêmio de Fotografia Militão Augusto de Azevedo. Coassinou a curadoria de exposições como Registros do Brás (2022), Uma outra cidade, um outro tempo (2022) e Mário de Andrade e a estética fotográfica modernista (2023).
Publica textos críticos e ensaios teóricos sobre fotografia, arte e cultura visual. Em 2025, publicou o ensaio A história do olho e da pele: um ensaio sobre o erótico na arte na Revista Imagem Vertigem (v. 4, ISSN 3085-5985). Atua também na escrita curatorial, tendo assinado, ao lado de Iatã Cannabrava, o texto de parede da exposição Suspensão, de Pedro Arieta (Galeria Caribé, 2024), e o texto São Paulo, enigma de concreto para a exposição Cidade que des(en)volvemos, do fotógrafo Manoel Almeida, realizada entre agosto e outubro de 2025 no âmbito do Nova Fotografia, projeto anual do Museu que seleciona, por convocatória pública, seis novos fotógrafos para exposições individuais.
Atua ainda como mediador de debates e encontros públicos sobre fotografia e cultura visual. Em novembro de 2025, mediou a mesa de abertura do Festival Hercule Florence, em Campinas, com o tema “A fotografia como linguagem de transformação”, ao lado de Juca Martins e Egberto Nogueira. Realizou também a mediação do lançamento do livro Tarja preta e efeito colateral, de Alan Lima, em São Paulo (Lovely House, setembro de 2025) e no Rio de Janeiro (Galeria Retrato, dezembro de 2025).
Sua trajetória acadêmica inclui participações em eventos como o IV Colóquio de Fotografia da Bahia (UFBA, 2025), o Seminário da Linha de Pesquisa História, Crítica e Teoria da Arte (ECA/USP, 2023), o Congresso de Linguagens e Identidades nas Amazônias (UFAC, 2019) e o Encontro Nacional de Educadores e Pesquisadores da Fotografia e do Cinema (2019).
É associado à Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB), ao Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), à Associação Fotoativa (Belém/PA), ao Núcleo de Fotografia de Campinas (NUFCA) e integra o Fórum Brasileiro de Direitos Culturais (FBDC), atuando em redes dedicadas ao fortalecimento da fotografia, da memória e das políticas culturais no Brasil.